<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-15490609</atom:id><lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 11:03:11 +0000</lastBuildDate><title>Noga Bloga</title><description></description><link>http://www.noga.blog.br/index.htm</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1791</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-5343181762700611624</guid><pubDate>Tue, 24 Nov 2009 08:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-24T09:03:11.499-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>love songs</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tecnologia</category><title>Dia Dell</title><description>Quem sabe, sabe, quem não sabe ensina, era a voz corrente no meu tempo de menina, será que continua sendo?&lt;br /&gt;Nem é que eu deva explicações ao meu público nem nada, bem, hum, acho que não, afinal de contas é tudo blog. Embora como autora amadora do ofício, é claro, eu dedique algumas horas diárias a escrever, e revisar, e revisar de novo, sempre sobra muita coisa pra melhorar neste tipo apressado de crônica cotidiana, sabem como é. Notas ao vivo que não resistiriam jamais ao crivo editorial caso fossem eleitas pra livro: blog é ensaio de orquestra; livro é concerto de gala. E assim será para todo o sempre, por mais digital e instantânea que a literatura se torne.&lt;br /&gt;Pois recebi um email de alguém que um dia considerei meu amigo e até mais do que isso (mas que hoje apenas reclama se não gosta do que escrevo, nada mais, nenhuma contribuição de aquecer o coração, se é que vocês me entendem, coisas da idade, de um mero resto de amizade, será?), num tom autoritário que jamais cola comigo — me deixa sempre com os punhos escondendo o rosto num velho jogo involuntário de ataque e defesa —, me chamando de burra e me "ordenando" que alterasse o termo em questão, haja espírito esportivo. Mas como disse Gail Collins, tudo que nos acontece pode e deve ser transformado em crônica, vamos lá, vou conferir com vocês, em primeiríssima mão. &lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.noga.blog.br/2009/11/tchau-cancer.htm" target="blank"&gt;original&lt;/a&gt; está assim: &lt;em&gt;com o nome espertíssimo de "OWN" ["Oprah Winfrey Network"], traduzindo para o bom português: "POSSUO" ["É meu e ninguém tasca"].&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O amigo sugere que seja assim: &lt;em&gt;com o nome espertíssimo de "OWN" ["Oprah Winfrey Network"], traduzindo para o bom português: "PRÓPRIO" ["É meu e ninguém tasca"].&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Bem que ele tem razão, né? Pois é. Todo escritor precisa de edição, e reclamar disso é que seria burrice, isto é, tem razão no conteúdo, mas não na forma de abordá-lo, claro: quem tem amigo assim não precisa de... ah. Melhor deixar pra lá que este texto, além de desimportante como o teor nada profundo da crítica recebida (a uma crônica que trata de temas deveras importantes, ui!, confiram lá), já abusou demais do lugar-comum até para o meu gosto.  &lt;br /&gt;Hoje é meu dia Dell e não quero me aborrecer, ok? (enfim terei novamente, se a transportadora cumprir o aviso, um computador PRÓPRIO, depois de um mês de luta em máquinas emprestadas e imprestáveis alternadas, ai, cansada.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-5343181762700611624?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/dia-dell.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-8373569560911811436</guid><pubDate>Mon, 23 Nov 2009 19:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-23T17:54:38.669-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>semita</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><title>Vergonha em dobro</title><description>&lt;a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/11/23/ao-lado-de-ahmadinejad-lula-defende-democracia-direito-do-ira-desenvolver-energia-nuclear-914884893.asp" target="blank"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 165px;" src="http://www.noga.blog.br/uploaded_images/ahmelula-752197.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Pra não deixar em branco o vergonhoso dia em que Lula e Ahmadinejad desfilaram no Planalto de mãozinhas dadas, vai mais um trechinho da interessantíssima biografia de Clarice Lispector, que será lançada dia 26 no Rio pela &lt;a href="http://editora.cosacnaify.com.br/blog/?p=816" target="blank"&gt;Cosac Naif&lt;/a&gt;: (sobre o decisivo voto do Brasil nas Nações Unidas, em 29 de novembro de 1947, uau, quase 62 anos atrás, que resultou na criação do Estado de Israel) "O gesto valeu a [Oswaldo] Aranha sua fama como amigo dos judeus, apesar de sua afirmação de que a criação de Israel significava que Copacabana poderia agora ser devolvida aos brasileiros."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-8373569560911811436?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/vergonha-em-dobro.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-168800683374850644</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2009 19:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-23T07:51:51.655-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>arte</category><title>Mais mistérios de Clarice</title><description>&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 269px; height: 400px;" src="http://www.noga.blog.br/uploaded_images/claricedechirico-782699.bmp" border="0" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector pintada em Roma por De Chirico, em maio de 1945, no Dia da Vitória: "Eu dei um grito, o pintor parou, falamos sobre a estranha falta de felicidade das pessoas, e depois ele seguiu pintando." Nossa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-168800683374850644?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/mais-misterios-de-clarice.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-3439899944068197492</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2009 11:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-22T12:14:24.927-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>semita</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>obama</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>arte</category><title>Aí tem coelho verde</title><description>Uma das coisas mais curiosas que me aconteceu ultimamente — estou aqui no computador do Alan, ao lado do lado dele na cama: ele nem bem acordou e já está discutindo comigo (com bastante raiva contaminando a poderosa voz de barítono) sobre política americana —, ainda agorinha, imaginem, tendo na mão uma xícara de café quente e à minha frente o meu HP irremediavelmente morto*, foi compreender num átimo iluminado que, embora Alan e eu tenhamos nos colocado em campos radicalmente opostos — no que diz respeito a democráticas preferências partidárias, claro —, na verdade queremos as mesmas coisas e temos medo das mesmíssimas e eternas coisas: miséria mundial, violência, terrorismo, guerras, doenças e, acima de tudo, um mundo inseguro para nós judeus, Clarice Lispector que o diga. Na primeira oportunidade que teve, após a morte de seu pai, a celebrada escritora pernambucana — ou alagoana, ou, em última instância, russa, melhor: ucraniana — deu as costas às suas raízes semitas: cá entre nós eu nem sabia, até ler sua biografia, que ela era tão judia, de pai e mãe e tradições de família, vamos combinar. Santa ignorância a minha.&lt;br /&gt;Mas o que mais me surpreende em mim mesma é ver que os caminhos que estas preocupações percorrem, em minha cabeça conturbada, têm pouco a ver com a mera aparência das notícias. Sarah Palin, por exemplo, a arrepiante Sarah Palin —  cá entre nós, muito mais perigosa do que o nosso Lula neoantissemita —, tem repetido, no festejadíssimo tour para lançamento de  seu livro (cumpre ressaltar: escrito declaradamente por uma ghost-writer homofóbica de carteirinha), que é a favor da franca expansão dos assentamentos "judaicos" na Palestina, agora vem cá, repito pra ela &lt;a href="http://www.noga.blog.br/2009/11/pogrom-de-botequim.htm" target="blank"&gt;minha dúvida sobre Lula&lt;/a&gt;: que diabo entende Sarah Palin da complexa questão israelense-palestina?&lt;br /&gt;Já ao querido Obama (de confessa ascendência muçulmana) não censuro nada, nada. Continuo com aquela insistência maravilhada de tiete, maravilhada e vesga, claro. Até concordo com ele, imaginem, quando diz que é premente que os mesmíssimos assentamentos israelenses mencionados acima sejam &lt;em&gt;congelados&lt;/em&gt; — como condição &lt;em&gt;sine-qua-non &lt;/em&gt;para conversações futuras —, sou vira-casaca, traidora da pátria, ou o quê?&lt;br /&gt;Bem. Devo confessar que todo o indiscutível e pouco discutido apoio americano da extinta Era Bush a seja o que for que Israel se decida a fazer, em seu território e nos adjacentes, não resultou em muita coisa, essa é que é a verdade. E como ainda confio em Obama  incondicionalmente, fico aqui esperando inutilmente que, com aquela postura compenetrada e de competência aparente, ele chegue finalmente a um resultado diferente: haja coelho verde pra tirar dessa cartola amassada, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(pra quem não entendeu essa história de coelho verde já vou logo esclarecendo, não, gente, não se trata de uma meio maluca mistura otimista de coelho com passarinho, nada disso: se refere ao coelho iridiscente daquele famoso bioartista brasileiro, mencionado até por Michael Crichton em um de seus livros, como é mesmo o nome dele? Ah, sim, lembrei: &lt;a href="http://www.ekac.org/" target="blank"&gt;Eduardo Kac&lt;/a&gt;, podem procurar no Google que ele aparece.&lt;br /&gt;Em tempo, um recado para a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Kac" target="blank"&gt;wikipedia&lt;/a&gt;: por mais que se diga o contrário, Kac é brasileiro [e também judeu, eu acho, não sei porque a gente que é judeu gosta sempre de enfatizar isso, deve ser o instinto protetor de autoenaltecimento, sei lá], nascido e criado e formado em Ipanema embora viva atualmente em Chicago. Tem exposição agendada &lt;a href="http://www.lauramarsiaj.com.br/frame_artista.htm" target="blank"&gt;no Rio &lt;/a&gt;em 2010.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* tava demorando, não? enquanto isso a Dell justificou atenciosamente o seu atraso na entrega do notebook novo, já começamos mal...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-3439899944068197492?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/ai-tem-coelho-verde.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-8644813698220858502</guid><pubDate>Sat, 21 Nov 2009 09:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-22T12:12:20.424-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>semita</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><title>Pogrom de botequim</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Registrem tudo agora —  peguem os filmes, chamem as testemunhas —  porque em algum ponto na estrada da história um bastardo qualquer há de se levantar e negar que isso tenha acontecido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eisenhower, sobre o extermínio organizado dos judeus na Segunda Guerra&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que eu desdenhe dos direitos nacionais dos palestinos nem nada disso, quem me lê sabe: nutro até certa esperançosa e pacificadora simpatia por Mahmoud Abbas, que infelizmente, pelo que sei, já está desistindo de sua labuta contra as forças mais radicais. &lt;br /&gt;Mas, cá entre nós, Lula tem pegado pesado, não é, gente? Além do mais, o que saberia ele dessa intrincada questão dos assentamentos? Ou do suposto confinamento a que o "cruel" invasor tem submetido as pobres vítimas invadidas?&lt;br /&gt;Vocês eu não sei, mas quase vomitei esta manhã lendo &lt;a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/11/20/em-encontro-com-presidente-palestino-lula-diz-que-israel-deve-parar-imediatamente-de-construir-casas-na-cisjordania-914852515.asp#coment" target="blank"&gt;no site do Globo &lt;/a&gt;os mais de 800 comentários que a "diplomacia" de Lula provocou, e continua provocando, vamos combinar: prefiro pensar que Lula não sabe no que está se metendo, porque a alternativa, meus amigos, seria dolorosa demais para enfrentar.&lt;br /&gt;E como qualquer avestruz assustada demais para encarar, pretendo [em meu Éden ensolarado particular] fingir neste Sábado, Santo Dia do Senhor, que não vi, não escutei, não senti nem entendi o impacto vir(tu)al desse quase-pogrom verbal que os leitores do Globo, sem pensar ou refletir (é o que espero), se apressam em cometer no site do jornal.&lt;br /&gt;Pode até ser que eu esteja emocionalmente abalada por essa &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4495&amp;tipo=2&amp;isbn=8575038443" target="blank"&gt;biografia de Clarice Lispector&lt;/a&gt; que estou lendo no Kindle e que descreve, com uma crueza poucas vezes vista (ou lida), a violência racista dos pogroms no Leste Europeu no início do século passado, nos caprichados primórdios da faxina (ou seria melhor: chacina?) étnica que se seguiria, do sonho "purificatório" de Adolfo Hitler, é este o exemplo nacional que Lula gostaria que o Brasil seguisse? Duvido. Pra meu próprio conforto moral eu avestruzmente duvido.&lt;br /&gt;Pois que não me acusem mais tarde de nada ter dito, ou pensado, ou de não ter — como, em tempos mais graves, meus injustiçados antepassados — sequer reagido ao ataque sugerido. A pena aqui é minha, e pra não ser digna de pena na posteridade, afirmo que vale o escrito.&lt;br /&gt;Olha com quem andas, Presidente Lula. E todos hão de ver quem sois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-8644813698220858502?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/pogrom-de-botequim.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-7358023967530844677</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 13:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-24T08:03:11.753-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>obama</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>mulher</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>midia</category><title>Tchau, Câncer</title><description>Pois é. Manchetes internacionais confirmam neste 20 de novembro, dia da Consciência Negra (será mera coincidência?) que, para nosso profundo pesar, o Oprah Winfrey Show não estará mais no ar a partir de 2011, será que estarei viva até lá?&lt;br /&gt;Mas, calma, gente: aparentemente, a coisa, pra variar, não é bem o que parece ser. Oprah não aparecerá menos na sua telinha em futuro breve, mas, na verdade &lt;a href="http://www.chicagotribune.com/news/chi-oprah-winfrey-show-end-link,0,6527512.story" TARGET="BLANK"&gt;mais&lt;/a&gt;: está abrindo um canal a cabo inteirinho para si — com o nome espertíssimo de "OWN" ["Oprah Winfrey Network"], traduzindo para o bom português: "PRÓPRIO" ["É meu e ninguém tasca"] —, imaginem se a coisa pega, hein? Em vez de cento e tantos canais obrigatórios, nem mil e poucos nos satisfariam a sede de conteúdo pago, afe.&lt;br /&gt;Agora. Mesmo sendo tão esperta, Oprah está longe de ser perfeita, já que escolheu para a data de divulgação na mídia de sua mais recente proeza televisiva um adversário infeliz, bem mais forte do que ela mesma (e não estou falando &lt;em&gt;daquele&lt;/em&gt; zumbi): a notícia do adeus ao excesso de mamografias, papanicolaus e outras torturas que nos atormentam desde que me dou por gente (quem não se arrepia a toda vez que percorre os seios, diligentemente, em busca de caroços suspeitos, que atire longe a primeira radiografia), e, cá entre nós, a imprensa não fala de outra coisa. &lt;br /&gt;Confiram (deu no NY Times):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/11/20/health/20pap.html?_r=1&amp;hp" target="blank"&gt;Guidelines Push Back Age for Cervical Cancer Tests [Recomendações oficiais atrasam a idade mínima para testes cervicais (papanicolau)]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/11/20/opinion/20fri1.html?hp" target="blank"&gt;Mammograms [Mamografias]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/11/20/opinion/20aronowitz.html?hp" target="blank"&gt;Addicted to Mammograms [Viciadas em mamografias]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, já tem gente dizendo (na oposição, principalmente, oposição a Obama e à saúde mental das pobres de nós, neuróticas mulheres que a medicina moderna torna ainda mais histéricas) que a culpa é toda de Obama, que tudo se trata apenas de um jeito de o estado economizar os trocados gastos com essa mania de exagerar nos exames.&lt;br /&gt;Cá entre nós, se eu fosse a Oprah, chamava rapidinho o Dr. Oz pra dar um jeito ao vivo nessa bagunça informativa. E de quebra a Gail Collins, colunista do NY Times, com cuja impressionante &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/11/19/opinion/19collins.html?em" target="blank"&gt;coluna confessional de ontem&lt;/a&gt;, publicada naquele jornal, concordo inteiramente: estaríamos bem melhor arranjadas se jamais tivéssemos dado ouvidos a este tipo canceroso de paranóia feminina. &lt;br /&gt;MEU CORPO É MEU E NINGUÉM TASCA. &lt;em&gt;Vade retro&lt;/em&gt;, seu doutor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-7358023967530844677?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/tchau-cancer.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-1967887214415574842</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2009 12:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-19T15:49:35.517-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>love songs</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>semita</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>obama</category><title>Visões diversas de um inferno genético</title><description>De Barack Obama na China, onde encontrou seu meu-irmão, reproduzido de artigo no Globo online, e que confere com a atitude positiva que li em seu livro, citado no &lt;a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/11/18/obama-encontra-meio-irmao-na-china-914812933.asp" target="blank"&gt;artigo&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;"Em entrevista à CNN, Obama disse que não conhece seu meio-irmão muito bem, mas que não acha que Ndesandjo tenha traído detalhes familiares particulares em seu livro. &lt;br /&gt;'Não é segredo o fato de que meu pai foi uma pessoa problemática. Qualquer pessoa que tenha lido meu primeiro livro, &lt;em&gt;A Origem dos Meus Sonhos&lt;/em&gt;, sabe que ele tinha um problema de alcoolismo e que não tratava seus familiares muito bem', disse o presidente. &lt;br /&gt;'E isso, obviamente, é uma parte triste de minha história. Mas não passo muito tempo matutando sobre isso.'"&lt;br /&gt;Grande Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Clarice Lispector, sobre aspecto crucial de sua história brevemente revelado, de acordo com a biografia escrita por Benjamin Moser, &lt;em&gt;Why this world&lt;/em&gt;, que estou lendo agora no Kindle: &lt;br /&gt;"'Existe algo que eu gostaria de dizer mas não consigo. E será muito difícil para alguém escrever a minha biografia', escreveu ela em manuscrito não-publicado. Será este "algo" uma referência ao estupro de sua mãe [por uma gangue de bárbaros em pogrom na Ucrânia], um dos fatos centrais de sua vida?"&lt;br /&gt;Pobre Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argh. Enquanto me debato para suportar o que leio no que se refere ao vivo horror das fiéis descrições de pogroms contra os judeus na biografia de Clarice, vejo reduzidas a meras ninharias minhas mais profundas dores de família: não tive pai alcóolatra, nem fui estuprada, nem sofri qualquer tipo de abuso físico quando era criança. Será que com tal ventura genética continuo a merecer o nobre ofício de escriba?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-1967887214415574842?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/visoes-diversas-de-um-inferno-genetico.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-5916677429541063398</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 08:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T09:26:51.690-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><title>Na cama com o Kindle</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;o tijolão por baixo do Kindle é &lt;/em&gt;Infinite Jest&lt;em&gt;, um portento de 1070 páginas&lt;br&gt;que tento ler há mais de um ano mas não consigo,&lt;br&gt; deve ser quem sabe por causa do peso do livro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 337px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.noga.blog.br/uploaded_images/kindlejest-704267.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Somente mulheres femininas eram permitidas na Rússia — e eu não era feminina.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector, em sonho narrado em sua biografia, &lt;em&gt;Why this world&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem aquela velha frase-chave pra selecionar namorado, "que livro você levaria para uma ilha deserta"? Pois é. Deixou de fazer qualquer sentido. Eu já havia respondido que levaria o &lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt;, mas agora me corrijo: levaria o Kindle e os 1500 livros que por ventura cabem nele (&lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt; incluído, claro), ah, tudo bem. Tem quem poderia dizer pra atrapalhar minha festa... e a bateria? Como é que você faria pra recarregar a bateria numa ilha deserta?&lt;br /&gt;Bem. Melhor esquecer. Afinal de contas, a questão é apenas retórica, não é mesmo? Quem é que pretende hoje em dia, com tantos sites obrigatórios de relacionamento, se isolar realmente numa ilha deserta? Ou até mesmo embarcar num navio?&lt;br /&gt;De volta ao Kindle, pois é: acabei de ganhar o meu, uma das raras e boas surpresas verdadeiras que tive na vida, gente!, eu juro que não esperava isso. E foi logo paixão à primeira vista, isto é, ao primeiro toque, porque à primeira vista, devo confessar, o Kindle parece pequeno demais, frágil demais, simples demais, embora eu na verdade esperasse que ele fosse de plástico, assim, digamos, mais vagabundinho, bem mais descartável do que realmente é. Mas ao tocar pela primeira vez o botão que o liga, ah, que sensação inesquecível! O Kindle é leve, fácil de manusear, comprar livros é incrivelmente instintivo (nem precisa digitar nem confirmar número algum, nem senha, nem nada, 60 segundos &lt;em&gt;et voilà!&lt;/em&gt;, está lá o livro novo na sua mesa) e ainda vem com dicionário embutido, nunca mais a cabeceira entupida de livros.&lt;br /&gt;Melhor ainda é o livro que escolhi para estrear este admirável gadget novo, cá entre nós que não sou de gadgets, nunca fui: não tenho iPod, nem iPhone, nem Blackberry nem nada disso, apenas um indispensável Nokia velho com câmera, sabem como é, e um notebook HP quebrado que ops, acabou de travar de novo, ô vida. &lt;br /&gt;Toca a desligar, esperar, tentar reiniciar, mas eu não estava falando, ou começando a falar, da &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/11/14/benjamin-moser-fala-sobre-clarice-lispector-240928.asp" target="blank"&gt;nova biografia de Clarice Lispector&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;O curioso é que sem que eu jamais tenha sido fã, nem dedicadamente lido tudo que ela deixou disponível, minha vida parece intrincadamente misturada à dela, com suas &lt;a href="http://www.noga.blog.br/2006/06/minha-alma-brasileira.htm" target="blank"&gt;incômodas origens binacionais &lt;/a&gt;e tudo o mais, segundo Benjamin Moser, autor do livro, uma questão central para a enigmática escritora: faz pouco tempo que descobri, imaginem, que a dedicada acompanhante de mamãe foi também acompanhante até a morte do ex-marido de Clarice, vítima de derrames sucessivos, que até a morte foi afetado pela forte presença pós-mortem da primeira esposa, segundo ele "uma pessoa muito maluca". E foi justamente esta acompanhante que trouxe do Rio para mim na manhã de ontem, em mãos, o precioso presente enviado por meu irmão: meu Amazon Kindle.&lt;br /&gt;Ainda estou no comecinho do livro, mas já posso afirmar, com o tom de exagero que me é peculiar, que converti-me irremediavelmente ao Kindle ao ler na cama sobre a vida de Clarice. Nunca mais aqueles livros pesados, aquele virar a página por fora do cobertor que é tão complicado aqui na Serra nos dias mais frios, o dicionário sempre ao lado, e pior, pobres traduções para o português, nunca mais, agora que tenho à distância de um toque sem fio o acesso barato a todos os originais, que cheiro de papel que nada.&lt;br /&gt;Como disse no outro dia aquele meu amigo por email, a quem eu andava ansiosa por uma brecha para citar, "Jeff Bezos é meu pastor, nada há de me faltar".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-5916677429541063398?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/na-cama-com-o-kindle.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-1721186250950720862</guid><pubDate>Sun, 15 Nov 2009 17:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T08:05:53.516-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>love songs</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Hierosgamos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>mulher</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>em casa com o alzheimer</category><title>Se vocês pudessem me ver agora...</title><description>Pois é, veriam uma cena absolutamente patética: uma mulher de 57 anos bêbada, com os longos cabelos grisalhos recém-tosados num chanel mais comportado, chorando compulsivamente debaixo de seu chuveiro recém-conquistado — nas tardes ensolarado e com uma vista linda para as montanhas sagradas — porque recebeu hoje, na data exata, imaginem, um presente acidental em seu esforçado quinto aniversário de redenção, isto é, de casamento, de vislumbrar finalmente um passo breve que fosse além do obrigatório inferno em que vivia naquele ano zero, a mãe doente, dolorosamente demente, a família hostil, a solidão premente e o apaixonado namorado inesperado online, surgindo do nada sobre o conectado teclado, uma ilusão amorosa provavelmente impossível e relutante do outro lado — ops, do Atlântico, não... &lt;div id="messex" style="display:none"&gt;mas do Equador, quem sabe —, um computador quebrando, um Kindle novinho a caminho e uma brilhante expectativa de estar finalmente à frente dos excitantes acontecimentos recentes, a um passo de distanciar-se para sempre da miséria circundante, material, emocional, espiritual, &lt;em&gt;you name it&lt;/em&gt;... e este crítico idiota qualificando de pornografia minha única porta sutilmente aberta para um possível ainda que distante paraíso prometido, mas gente, que idiota! Saberá este idiota, idiota, idiota, o quanto custa a uma mulher sentida, solitária, reprimida e precocemente amadurecida, melhor, apodrecida, libertar-se finalmente no orgasmo? Saberá ele o incrível preço pago por um pai chocante e precocemente morto, uma mãe dolorosamente ausente e mais tarde demente, uma mentalidade mineira controladora e reticente mantendo longe da gente qualquer pecadora possibilidade de pleno prazer amoroso? Saberá ele? Hein?&lt;br /&gt;Estúpidos, insensíveis críticos, décadas distantes do autêntico e literário realismo que transforma os nossos dias sofridos, à maneira das verdadeiras obras de arte, em vagos instrumentos de redenção, o que sabem eles sobre isso?&lt;br /&gt;Pornográfico! Idiota! Sufoque-se em seu próprio insensitivo (e vomitado) poderzinho, é o que eu sinceramente desejo. Dane-se. Morra. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('messex')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-1721186250950720862?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/se-voces-pudessem-me-ver-agora.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-2487997011356437134</guid><pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T08:02:51.467-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><title>Kindle de graça</title><description>Gente, estou tão animada que não caibo em mim (ui!). Desde que amanheceu o dia estou propagando aos mil ventos (quatro agora parece tão pouco...) que o Kindle para PC já está disponível, de graça, para todo mundo ter: nem precisa mais possuir um Kindle, já pensaram nisso?&lt;br /&gt;Nem precisa (pensar, quero dizer, ou hesitar). &lt;a href="http://www.amazon.com/gp/feature.html/ref=kcp_pc_mkt_lnd?docId=1000426311" target="blank"&gt;Vai lá, baixa e usa&lt;/a&gt;. É a revolução digital do livro completamente disponível, isso é que é democracia, hein? &lt;div id="kindlefrex" style="display:none"&gt;Agora. Claro. Seu livro precisa estar disponível na Kindle Store, e quanto a isso eu e o Verdes Trigos estamos dando uma boa mãozinha, confere &lt;a href="http://www.verdestrigos.org/wordpress/?page_id=117" target="blank"&gt;lá&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;E, cá entre nós (que ninguém, etc., etc.), se aparecer no seu "kindle" alguma restrição para a América Latina, não se aborreça: basta adicionar à sua conta um endereço qualquer nos Estados Unidos, daquele seu amigo, da sua prima, do seu contato de Facebook que quiser facilitar a sua vidinha terceiromundista, se é que você me entende. &lt;br /&gt;E eu, que não sou hacker nem nada, sou pela honestidade transparente em todas as circunstâncias — quem me lê, sabe —, já configurei o meu... Pois quando bate a impaciência, sabem como é, os espertinhos da informática não custam nadinha a encontrar uma saída, por que não eu? Por que não você aí, que quer fazer parte imediata deste admirável mundo novo dos livros*? Hein?&lt;br /&gt;Vai lá. Aproveita, porque eu... já estou aproveitando.&lt;br /&gt;Divirtam-se. E comprem meus livros, claro, basta clicar nos links aí do lado, obrigada! É bem barato, e não tem correio, nem demora, nem nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*insisto de novo pra que fique bem claro: para comprar livros em inglês não precisa de nada disso, basta instalar o software no seu PC que eles estão disponíveis para o mundo inteiro, você vai ver. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('kindlefrex')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-2487997011356437134?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/kindle-de-graca.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-151183111533266045</guid><pubDate>Thu, 12 Nov 2009 09:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T08:01:42.140-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tecnologia</category><title>Uma prática repulsiva</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Uma mentira mil vezes repetida torna-se verdade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Joseph Goebbels, teórico do nazismo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem. Eu entendo que vivemos num mundo onde o jornalismo-verdade se serve à vontade de releases não confirmados, de imagens editadas e vídeos adulterados, numa enganosa e apressada salada mal temperada servida aos famintos e ignorados, ops, ignorantes, compulsivos consumidores de reportagem ligados na web e demais mídias 24 horas por dia, parafraseando Caetano, vem cá: quem quer tanta notícia? &lt;div id="repulsax" style="display:none"&gt;Pode até ter sido engraçado, mas alguém aí se lembra — ou, vá lá, ouviu falar por alto do ocorrido — de quantas pessoas inocentes e iludidas foram seriamente prejudicadas, traumatizadas e feridas, pelo &lt;a href="http://dausblog.blogspot.com/2007/05/marte-ataca-1.html" target="blank"&gt;famoso boato radiofônico &lt;/a&gt;de Orson Welles em 1938, alertando sobre o ataque de Marte contra a Terra? Pois é, imaginem: andam espalhando por aí que o novo rádio é o Twitter.&lt;br /&gt;Vamos combinar que o pânico instalado não se tornou tão sério ainda, mas estamos caminhando pra isso. E já não estou sozinha nessa, quero dizer, em minha guerra particular contra as sandices da mídia — pra quem não leu linko aqui, em primeira segunda mão (risos nervosos), minha denúncia dos &lt;a href="http://www.noga.blog.br/2009/10/o-preco-da-fama.htm" target="blank"&gt;falsos vídeos &lt;/a&gt;sobre o Rio veiculados pela Fox News —: confiram lá no NY Times, em artigo de &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/11/12/opinion/12collins.html?_r=1" target="blank"&gt;Gail Collins&lt;/a&gt;, pra que lado sinistro a coisa tem se encaminhado, e pior, tem gente demais acreditando nessa quase inédita modalidade de ataque da informação (que se infiltra sem defesa em nossas ingênuas mentes confiadas, jamais tendo sido convenientemente corroborada). Conferir pra quê?&lt;br /&gt;Se isso me afeta pessoalmente? Sim, claro, ou não estaria eu escrevendo aqui sobre o tema. Meu marido Alan, por exemplo, desterrado das verdadeiras notícias nesta nossa terra onde todo boato tem peso indiscutível de verdade — calma, gente, que esta doença insidiosa já não é mais exclusividade nossa, mas que aqui tudo termina em pizza, ah, isso... —, assiste regularmente à Fox News e acredita mesmo nos Hannities da vida, abastardando completamente minha visão objetiva dos acontecimentos do dia, convenientemente filtrada, é claro, por uma intuição supertreinada — devido às traições repetidas daquele vil ex-marido, vocês me entendem — em extrair da rara verdade as mais vergonhosas mentiras. &lt;br /&gt;Mas o que eu não entendo, e que nesses últimos dias tem realmente me afetado e enraivecido, é por que uma mentira comprovada não consegue se sobrepor a uma verdade igualmente comprovada, querem prova do que digo?&lt;br /&gt;Trata-se aqui de uma brasa abafada na qual eu alegremente, coitada, cozinhava a minha sardinha mais fresquinha, isto é, essa história de pescador que atribui a um errôneo autor o verdadeiro pioneirismo brasileiro no Kindle, que, cá entre nós, pertence a um livro de poemas da Ibis Libris, uma beleza de lirismo digital disponível a nível mundial como ainda nenhum outro título conhecido, isso eu garanto: &lt;a href="http://www.amazon.com/MARCO-PRINCESS-PRINCESA-Libris-ebook/dp/B002VECR6I/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1258021083&amp;sr=8-1" target="blank"&gt;&lt;em&gt;Marco Polo &amp; a Princesa Azul &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, de minha editora Thereza Christina, é o primeiro livro de autor brasileiro à venda no Kindle, não acreditem em nada diferente disso — isto é, não acreditem em mim tampouco: é ver para crer, comprar e ler —, não aquele famoso &lt;em&gt;O Seminarista&lt;/em&gt; que todo mundo esperou mas ninguém encontrou.&lt;br /&gt;Meu interesse nisso? Nada além do tesão tecnológico digital e da paixão infecciosa pela simples verdade dos fatos, ainda que seja pela mera novidade da coisa: Kindle books só na Kindle Store. O resto é ebook, baixado e lido naquela velha tela que faz mal à vista, sabem como é, e ainda por cima com risco de vírus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um esclarecimento necessário: os livros desta que vos escreve também estão disponíveis no Kindle faz um tempinho, mas por um deslize mal entendido da Amazon com respeito a direitos autorais internacionais, disponíveis apenas para quem mora nos Estados Unidos (ou para quem, sendo do Brasil, tem algum endereço lá). Estamos cuidando para desfazer o lapso — ops, nó sem laço — ou vocês pensavam que eu perderia tempo ao não reivindicar para mim mesma o verdadeiro pioneirismo? Assim que for resolvido eu aviso. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('repulsax')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-151183111533266045?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/uma-pratica-repulsiva.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-7475889626843053596</guid><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 13:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-11T11:29:27.317-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tecnologia</category><title>Margaret Atwood no Twitter</title><description>"Tem algumas coisas aparecendo que poderiam ter um efeito positivo. Uma delas é a impressão sob demanda. Pelo que entendi estas máquinas já não aparentam na saída um resultado fajuto. Na verdade parece bom. Pense no que isso pode evitar. Evitaria caminhões entregando livros pelo país afora. Evitaria que os livros se esgotassem. Evitaria edições exageradas. Evitaria tantas devoluções. Evitaria coisas que atormentam a indústria do livro."&lt;br /&gt;Mais &lt;a href="http://www.reuters.com/article/artsNews/idUSTRE59R4I820091028" target="blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-7475889626843053596?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/margaret-atwood-no-twitter.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-221949526270193258</guid><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 12:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-11T10:50:41.948-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>midia</category><title>A besteira (inter)nacional</title><description>Pra quem pensa que (por obra das Olimpíadas) estamos finalmente rompendo a maldita barreira da bananeira e nos instalando de mala e cuia no Primeiro Mundo do Consumo de Mídia, recomendo cautela, vejam: na semana passada, Oprah Winfrey revelou ao mundo, escandalizada, que foi preciso pagar uma taxa para que sua equipe filmasse numa favela do Rio. Agora, imaginem, que notícias do Brasil são veiculadas para o mundo? O Real forte? A Bovespa pujante? A vibrante democracia?&lt;br /&gt;Qual o quê. Logo vou quebrar seu prato, suas expectativas nacionais mais positivas: está no "Top Ten" da Reuters hoje, meus amigos, sob o rótulo "manchetes suficientemente esquisitas", a instigante &lt;a href="http://www.reuters.com/article/oddlyEnoughNews/idUSTRE5A830V20091110?feedType=nl&amp;feedName=usmorningdigest" target="blank"&gt;notícia&lt;/a&gt; da aluna universitária expulsa e agora readmitida pelo comprimento de sua saia, podem conferir. &lt;br /&gt;Vergonha, Brasil. É. Apagão perde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-221949526270193258?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/besteira-internacional.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-612529329241054840</guid><pubDate>Tue, 10 Nov 2009 18:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-11T11:38:54.011-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Hierosgamos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><title>De deuses, humanos e sexo explícito</title><description>Acabo de ter acesso tardio — tardio, fortuito e inesperado, datado de 11 de outubro de 2006 — a um parecer profissional de meu romance &lt;em&gt;Hierosgamos&lt;/em&gt;, encomendado por uma grande editora. &lt;em&gt;Hierosgamos&lt;/em&gt; foi publicado em papel em julho de 2007 (ainda nas livrarias) e está disponível para venda na &lt;a href="http://www.amazon.com/Hierosgamos-VerdesTrigos-Portuguese-Edition/dp/B002TG4NQU/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1257881102&amp;sr=8-1" target="blank"&gt;Kindle Store&lt;/a&gt;, corram... antes que o interditem por conteúdo censurado. &lt;div id="censorkix" style="display:none"&gt;Espero que se divirtam com as repetições, as nítidas contradições e o moralismo explícito no texto abaixo, principalmente os que há tantos anos me acompanham aqui no blog e à trajetória amorosa única e transparente de meu relacionamento com Alan desde os primórdios, há cinco anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não recomendamos o original para publicação. HierosGamos (quer dizer, a cópula e/ou união de um deus com uma mortal ou de uma deusa com um mortal, ver &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hieros_gamos" target="blank"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Hieros_gamos&lt;/a&gt;) é o longo diálogo via Internet entre Noga e Allan, que ganha crescente teor pornográfico (mais do que erótico). Há sensíveis passagens, mas o texto é longo demais, não há como prender a leitura – o leitor, colocado na posição de voyeur, fica saturado, até porque há um limite de envolvimento para se sentir tesão por uma situação que se trata, no frigir dos ovos,  somente de masturbação a dois. E de certo modo o leitor fica excluído: Noga e Allan debatem temas diversos, do interesse peculiar deles, indo de Deus a se vão ou não se encontrar fisicamente, passando por judaísmo (ambos são judeus) e assuntos gerais, com um tom comum a ambos. Não há dissonâncias nem contrastes entre ambos. Possuem a mesma voz, de fato, como se estivessem cada qual se relacionando consigo mesmo. O casal vez por outra até relata histórias, episódios, mas sempre num tom em que a divagação, o bate-papo a toa entre os dois predomina.  Talvez, se fosse um conto, mesmo que comprido, ainda pudesse se sustentar, já que o tema, a situação (encontros e sexo via Internet), ainda é nova o bastante em nossa cultura mais-que-atual e desperta curiosidade. Ou quem sabe se esse diálogo fosse efetivamente recheado de histórias interessantes (o cara por exemplo conta alguma coisa de suas andanças pelo mundo; ela tem menos a contar sobre sua vida)? A narrativa se interrompe bruscamente, sem desfecho, o que é frustrante; falta alguma coisa não apresentada  (o texto passou por algumas versões) no original que recebemos; não é possível que termine assim.&lt;br /&gt;A partir de determinado ponto do diálogo entre Noga e Allan, ela começa a insistir para que se encontrem pessoalmente. Ela está morando aqui no Brasil. Tem 53 anos, está passando por um momento de transição pessoal e profissional, e mora com a mãe senil que a atormenta. Ele mora nos EUA, São Francisco. Sempre hesita e tenta desconversar quando ela lhe pede dados mais concretos sobre sua vida. Acaba dando uma ou outra informação, omitindo outras (por exemplo, o fato de não ter computador em casa e só estar se comunicando com Noga ou numa biblioteca ou em algum Cybercafé, isso, ele só revela no final). Até a foto ele enrola para mandar para ela – já havia pedido e recebido a dela; acaba mandando. O perfil que ele passa é de um homem de 60 anos, descasado, dois filhos nos quais é muito ligado, e apesar de já ter tido dinheiro, vendendo jóias e em outras atividades, hoje em dia, vive com o mínimo que pode. &lt;br /&gt;Quando Noga propõe viajar para os EUA, para encontrá-lo, ele enrola, escapole, alega que tem medo de se decepcionar; afinal, a parece tão apaixonado por ela, os moldes e-mail/MSN, para que arriscar? É mais ou menos isso que nos passa...&lt;br /&gt;E no início, Noga continua delicadamente a insistir. Começa a &lt;em&gt;transa&lt;/em&gt; de ambos, poemas eróticos que Noga escreve, e a narrativa logo se transforma numa leitura pornô (mais ou menos na altura da p.33). Todo o relacionamento  dos dois começa a se moldar ao meio — Internet — pelo qual é praticado. Fica exótico, bizarro, os sentimentos íntimos, a reflexão, a saudade, aquele ficar pensando na outra pessoa,  fluindo como conexão (ver p.23). Acreditamos que se essa faceta tivesse sido mais explorada, a paixão formato Internet em mínimos detalhes, o livro ganharia. &lt;br /&gt;Ocorre que na prática o que se lê é um longo diálogo  pornô entre os dois, intermeado com reflexões variadas sobre vida, religião, filosofia, arte (livros, cinema) etc. Além de serem considerações que refletem interesses e maneiras de sentir o mundo muito fechadas nos personagens, trata-se de uma estrutura que de certo modo já tem a tendência a excluir o leitor, não o deixa envolver-se na narrativa, limitando-o ao papel de voyeur, permanentemente alerta para o fato de que tudo o que acontece entre os dois é masturbação (mesmo que seja apaixonada).  Talvez houvesse uma maneira de corrigir esse afastamento do leitor em uma ou outra passagem, mas a saturação também a acentua. A situação se prolonga demasiadamente, e além do mais Noga e Allan não brigam,  pouco têm conflitos, são almas-gêmeas, é como se tivessem a mesma voz – um tom monocórdio que impera no texto inteiro (p.43: “Quando releio nossos escritos amorosos é espantoso descobrir que a gente está tão misturado que às vezes é difícil dizer quem escreveu o que”). &lt;br /&gt;Ao final, por mais que continuem fantasiando como vai ser quando se tocarem de verdade — fantasiam até morar juntos —, é nítido que já se amoldaram inteiramente à situação via Internet. O encontro físico parece pouco provável, e poderia até abalar o relacionamento que construíram ali. Isso não é explicitado por eles, mas é a sensação que fica. &lt;br /&gt;O texto se interrompe bruscamente na p.93 sem desfecho, sem final."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota desta autora: o livro tem um final. Que talvez tenha sido acrescentado, certo, em data posterior à desta análise editorial. Relata o encontro ao vivo na Flórida, meio cômico e algo desastroso, e informa que o casal Alan &amp; Noga continua junto e vive no Alto Leblon, no Rio de Janeiro, isto é, vivia, na época da publicação do livro. O texto original foi bastante enxugado antes da publicação (e talvez, pode ser, depois do parecer em questão) por iniciativa da própria autora, que, exigente demais para uma pornógrafa que se preze, fez mais de 30 revisões antes de liberar o texto para seus saturados leitores. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('censorkix')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-612529329241054840?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/de-deuses-humanos-e-sexo-explicito.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-4897222779386464790</guid><pubDate>Sun, 08 Nov 2009 11:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-10T17:51:17.148-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cinema</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>mulher</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tecnologia</category><title>A lenta agonia de um agapê e outras memórias do futuro</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Quando no final, chegou o dia em que eu estava indo embora, aprendi o estranho aprendizado de que coisas podem acontecer que nós mesmos nunca teríamos possivelmente imaginado, nem antes, nem enquanto aconteciam, nem mais tarde quando as recordávamos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Karen Blixen in &lt;em&gt;Out of Africa&lt;/em&gt;, 1937&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, gente, voltei, como sempre faço quando ameaço férias, mas desta vez não sei por quanto tempo, nem a bem da verdade sei, por exemplo, se chegarei ao fim arrastado desta crônica de domingo antes que meu velho HP (sem mãos nem olhos nem ouvidos e agora também) sem coração desfaleça, vocês entendem, consegui prolongar-lhe a vida (por um fio) arrancando-lhe a pilha Made in China e o condenando, pelo breve tempo que lhe resta, à eletricidade mecânica, nada messiânica: ao remodiado orifício na parede. Mas por enquanto vai indo, vamos, como tudo o mais: lenta e confusamente. (tem gente que sofre com gatos doentes, por que não sofreria eu com o triste fim de meu companheiro mais premente?) &lt;div id="agapex" style="display:none"&gt;Só voltei pra dizer que não é normal, mas bastante natural, a gente se interessar ardentemente por algo que já viu a tanto tempo atrás mas revê na tevê, sabem como é, numa noite chuvosa e amorosa de sábado repassada entre lençóis amassados, pois é, quando assisti ao oscarizado &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0089755/" target="blank"&gt;"Out of Africa"&lt;/a&gt; com Meryl Streep &amp; Robert Redford jovens e lindos nos papéis principais, eu mal tinha prestado atenção — estando sozinha em casa com minha própria alma solitária, ainda sem instantânea comunicação publicada com o mundo conectado, claro, quase citando Karen: quem é que nos longínquos anos 1980 imaginaria isso? — no aspecto escritora da autora, baronesa dinamarquesa e incrédula personagem de si mesma.&lt;br /&gt;Mas desta vez fui direto ao google, seguem alguns dados rápidos pra vocês: grande parte da obra de Karen Blixen, mulher e modernista, foi publicada sob o pseudônimo (masculino) Isak Dinesen (porque será, hein?)/ Karen fracassou como fazendeira e foi a vida inteira sustentada pela família, faturando com literatura apenas o necessário para pagar os funcionários/ também escreveu &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0092603/" target="blank"&gt;"A festa de Babette"&lt;/a&gt;, que também virou filme e também levou o Oscar como todo mundo sabe/ perdeu o Nobel para Hemingway que lamentou o fato/ tem uma escrita única em que cada frase é como um poema em prosa...&lt;br /&gt;...bem, foi essa aí que me levou a descobrir que, embora existam (ou resistam) publicadas algumas biografias de Karen, seus próprios livros vão ficando raros, indisponíveis e esgotados, bem, isso nunca aconteceria na Era Kindle, não é mesmo?&lt;br /&gt;Pois pasmem: embora eu tenha dito pro Alan que "se eu já tivesse o meu leria Blixen hoje mesmo e provavelmente de graça", Karen Blixen não está no Kindle (será que é porque escreveu em dinamarquês?), taí porque o objeto livro não morrerá tão cedo: acabo de encomendar o &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4495&amp;tipo=2&amp;isbn=0141183330" target="blank"&gt;&lt;em&gt;Out of Africa&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; na Livraria Cultura, como dantes para diletantes, e só ao clicar no meu próprio link pra faturar algum foi que percebi que andei escrevendo ultimamente &lt;a href="http://www.noga.blog.br/2009/11/o-paraiso-onde-e-mesmo.htm" target="blank"&gt;sobre a Dinamarca e os dinamarqueses&lt;/a&gt;, será um sinal? Mas de quê?&lt;br /&gt;Ufa. Ainda bem. Tantos links mas mesmo assim terminei, sem que a tela à minha frente se apagasse*. Até a próxima, gente. Ou até que me leiam no Kindle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;postscriptum pós-revisão: como diz a coleguinha Maureen Dowd, na crônica de domingo &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/11/08/opinion/08dowd.html?_r=1&amp;hp" target="blank"&gt;dela&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; que acabei de ler, há filmes que quando passam a gente sempre precisa ver e outras tantas coincidências bizarras, cá entre nós cronistas que ninguém nos imite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* isto é, no último detalhe acrescentado ao texto a tela foi-se e me mudei para o PC do Alan, onde terminei a crônica &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('agapex')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-4897222779386464790?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/lenta-agonia-de-um-agape-e-outras.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-6842299101068853085</guid><pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-08T11:42:55.225-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>love songs</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>esotérica mas nem tanto</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tecnologia</category><title>Na espiral racional da tecnologia</title><description>"Como diz a autora: 'Gradualmente vamos modificando padrões em nosso corpo e espírito e, a cada volta da Roda, acessamos níveis mais profundos, numa curva superior da espiral'. Um livro mágico", acabei de transcrever na &lt;a href="https://www.amazon.com/s/ref=nb_ss?url=search-alias%3Daps&amp;field-keywords=eu%2C+xam%E3&amp;x=17&amp;y=22" target="blank"&gt;página de meu livro no Kindle &lt;/a&gt;, elevando à categoria digital a quarta capa da edição original de "Eu, xamã", &lt;em&gt;aka&lt;/em&gt; "Fases da Lua", publicada em 2000 pela poderosa Editora Madras, eu sei, eu sei, nego e renego sempre que posso essa minha fase esotérica interpessoal, não sou mais nada disso agora e gosto de afirmar, ainda por cima, que depois deste primeiro aprendi finalmente a escrever. E continuo aprendendo, claro. &lt;div id="kindelex" style="display:none"&gt;Outro dia, por exemplo, esteve aqui em casa um desses felizes casais que acreditam ter encontrado, por artes de magia, a sua sagrada metade, eu, hein? Eu não. Não mais. O que não quer dizer, claro, que não possa me sentir contente, esporadicamente, num casamento fadado que, como todos os demais, foi fruto de um feliz acaso que eu às vezes maldigo como todo mundo, o que há de mágico nisso? A capacidade de relevar, diriam vocês, de ressucitar e voltar a matar a cada volta da eterna espiral conjugal que oscila fatal entre o ódio e o amor, entre a vida e a morte de um casal normal que vacila como tantos outros entre o tédio e o tesão cotidianos, sabem como é.&lt;br /&gt;Mas, pra variar, não era sobre isso que eu queria escrever, a bênção, Nelson, mas sim sobre como uma fantasia psíquica construtiva, do tipo que descrevo neste meu livro aí de cima, pode se infiltrar despercebida, matreira e atrevida, pelas frestas seladas da percepção racional, pois é: e eu quero falar sobre isso agora.&lt;br /&gt;Existe a vertente esotérica, vocês sabem, que afirma que os melhores de nós, que já deixaram para trás as vissicitudes desta vida (entre os quais obviamente me incluo, quanto mais fracassada na matéria mais evoluída em espírito, então tá, vou fingir acreditar), vivem tranquilos neste exato momento num paraíso ascensionado paralelo onde os problemas humanos não existem, com a honrosa exceção, é claro, do ataque incansável das inconformadas energias decaídas que entre outras mídias se manifestam por via eletrônica, imaginem.&lt;br /&gt;Pois acabo de sofrer de uma falência dessas, terminal e irrecorrível - um sinal, com toda certeza, de um corte inevitável de velhos laços afetivos - trocando em técnicas miudezas: meu notebook da HP de apenas dois anos de idade mas que já vinha, coitado, sofrendo de múltiplas lesões e membros amputados, acaba de falecer. E como toda evoluída que se preze, acabo de abandoná-lo no limbo não restaurável do passado remoto e estou partindo pra Família Dell, que pelo menos por enquanto tem me prometido todo o carinho de que eu preciso, gratuito e a domicílio - como diz a habilidosa e muitíssimo bem-treinada suporte a clientes gaúcha: em 24 horas no máximo (que máximo!), ainda que tu estejas no meio da selva amazônica, che. A conferir, trilegal.&lt;br /&gt;Só tem uma coisa: esta mordomia toda leva um certo tempo pra ser concedida, claro, e, por conta disso, embarco numa viagem sem volta durante a qual estarei disponível para a internet apenas a intervalos limitados, ocasionais e aleatórios, isto é, sempre que eu estiver por perto de uma máquina alternativa qualquer, até que, elevada e renascida, eu me instale de fato e de direito em minha nova máquina comunicativa, numa curva superior da espiral da tecnologia.&lt;br /&gt;Até lá estarei de férias. Tchau. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('kindelex')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-6842299101068853085?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/na-espiral-racional-da-tecnologia.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-1238231136042890693</guid><pubDate>Thu, 05 Nov 2009 12:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-08T11:40:50.293-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>obama</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>midia</category><title>O paraíso, onde é mesmo?</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Era como se o meio-termo tivesse falido, completamente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Barack Obama profético &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; "A origem dos meus sonhos"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que deveria ter escrito ontem, afinal de contas era o primeiro aniversário da vitória de Obama, paradoxalmente comemorado pela oposição republicana com a aparente derrota dos democratas nas eleições locais para governador e alguns outros cargos, não sei bem quais, com tanta coisa me acontecendo não tive a paciência de ler direito. E como deu pra ver, entender e não ler, nem de escrever aqui no blog.&lt;div id="obamadisex" style="display:none"&gt;O fio que eu ia seguir com o título "O poder de um livro", passando, claro, por &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/11/04/opinion/04dowd.html?_r=1&amp;em" target="blank"&gt;Maureen Dowd &lt;/a&gt;soltando os cachorros pra cima de Rush Limbaugh — ih: apesar da estranheza forçada de um festival inútil de consoantes mudas conjuminadas nesta privilegiada língua que o Kindle tornou exclusiva sem nenhuma vírgula, ufa, quase rimou —, era o efeito observado das forças do "mal", ou melhor, do "tudo vai mal e deve piorar muito", estragando o bonito projeto de vida de Barack Obama alinhavado, há mais de 15 anos, neste "A origem dos meus sonhos" que estou lendo agora, e que &lt;em&gt;quase&lt;/em&gt; foi em frente, né, gente? Exatamente como alguns belos sonhos que andei sonhando ultimamente.&lt;br /&gt;Qual. Como mostra Saramago em sua sátira pós-bíblica — falando nisso: adorei a parte em que Adão e Eva, expulsos como a tradição conta da boa vida que levavam no Paraíso (se é que uma vida de ignorância forçada pode ser considerada boa, claro, ponto também brilhantemente defendido por Saramago em seu livro), descobrem que, no final das contas, havia uma humanidade inteira correndo por fora do mito original, vivendo normalmente, desde a pré-história provavelmente, ao largo do Éden ideal onde deus [as minúsculas são de J.S.] reina absoluto, sabem como é, ih, me perdi no travessão comprido, o que é que eu ia dizer mesmo? — ah, sim: quem é que quer saber de recuperar o tal paraíso perdido?&lt;br /&gt;Engraçado é que assistindo ontem à noite ao tão divulgado e bastante decepcionante programa da Oprah sobre o Rio* — isto é, sobre a felicidade olímpica no Rio —, perguntei pro Alan se ele concordava com a afirmação da beldade dinamarquesa sobre o socialismo local: não se trata, na verdade, de uma filosofia política, vocês sabem, essa coisa subversiva de educação e saúde gratuitas, apoio incondicional do governo federal para toda e qualquer crise, pessoal ou não, enfrentada por seus cidadãos, impostos altíssimos, consumo equilibrado e etc. e tal, traduzidos na prática como excelente qualidade de vida, a melhor do planeta pra falar a verdade e Alan concorda, sim. Trata-se apenas de uma vida civilizada, bem, Oprah exibiu ali mesmo sua mensagem escondida: provar que a real intenção de Obama é transformar os Estados Unidos corrompidos numa nova Dinamarca renascida, descontando, é claro, os pretos, os obesos e os baixinhos, ah, foi só uma piada incorreta, vocês me entendem.&lt;br /&gt;Agora, se vocês quiserem &lt;em&gt;meesmo&lt;/em&gt; me entender nesta quinta, quando não me sinto capaz de escrever coisa alguma que não soe como um samba do crioulo doido de quinta, já vou logo esclarecendo: sendo o paraíso na terra bem mais dinâmico e fluente que aquele seu primo chato da bíblia onde nada nunca acontecia, tudo parecendo eterno e eternamente sem problema algum para ex(er)citar a mente, nenhuma perspectiva do tempo escoando ou coisa parecida se passando, nem tampouco a ameaçadora porém salvadora consciência constante da nossa futura morte, amém, recomendo que leiam o &lt;a href="http://happydays.blogs.nytimes.com/2009/11/02/happy-ending/?scp=1&amp;sq=happy%20days&amp;st=cse" target="blank"&gt;último post&lt;/a&gt; — quero dizer, o derradeiro mesmo, não o mais recente — do blog "Happy Days", sobre a busca da felicidade nos Estados Unidos, uai, gente, será que eles já estão desistindo? Do ainda tão recente sonho ne(gr!)o-americano?&lt;br /&gt;Quanto ao povo eu não sei, mas quanto a Obama, se eu for basear meu palpite neste livro que estou lendo... cá entre nós: duvido. Melhor esperar pra ver o que ainda vem por aí, será que alguém acreditou mesmo que o paraíso na terra se consegue assim de graça? Sem muita labuta e luta?&lt;br /&gt;Pois é, gente: tenho tido tanto o que fazer que às vezes até tenho deixado o blog de lado, confesso, fico com tanta preguiça... Ou será puro cansaço mesmo? Ah, Deixa pra lá. Vou ao clube do condomínio agora mesmo pra finalmente estrear minhas braçadas na piscina, pois é, falando de paraísos: semiolímpica (com raia e tudo), cercada de verde e com a água bem fresca e clarinha. Babem sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*pra quem não assistiu e acredita que eu viajei, pensei que a Dinamarca é aqui: o programa, na verdade, era sobre a vida na Dinamarca, com minutos regressivos distribuídos entre alguns outros países, o Brasil incluído — nossos parcos 5 minutos perdendo apenas para os corridos 60 segundos do Japão no final do programa, sayonara, arigatô. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('obamadisex')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-1238231136042890693?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/o-paraiso-onde-e-mesmo.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-1880429325902072756</guid><pubDate>Sun, 01 Nov 2009 12:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-05T12:29:17.417-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>obama</category><title>Sonhar é bom e eu gosto</title><description>Eu nem ia falar sobre isso agora, mas confesso por baixo do pano que, motivada pela incisiva intromissão doméstica da mídia agressiva aqui em casa, larguei de lado o divertidíssimo &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4495&amp;tipo=2&amp;isbn=8535915397" target="blank"&gt;"Caim"&lt;/a&gt; do Saramago — que me fez rir feito louca outra dia na banheira, que depressão que nada, vai escrever bem assim na... ah, melhor deixar pra lá — e comecei imediatamente, assim que o recebi pelo correio, a ler o livro de Obama — &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4495&amp;tipo=2&amp;isbn=8573125942 " target="blank"&gt;"A origem dos meus sonhos", aka "Dreams of my father"&lt;/a&gt; —  que ganhei naquele &lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=15490609&amp;postID=1535747699560892575" target="blank"&gt;prêmio do Globo&lt;/a&gt;, vocês se lembram (é, gente, surpresa: O Globo manda entregar &lt;em&gt;meesmo&lt;/em&gt; os prêmios que a gente ganha, esteja a gente em que mato escondido estiver, muito bom isso). &lt;div id="origenex" style="display:none"&gt;Pois é. Já vou adiantando que Barack Obama escritor não é assim nenhum James Joyce, ou, pra ficar num deslumbramento literário mais corrente, nenhum José Saramago, vamos combinar. Escreve numa linguagem apenas correta, bem normalzinha e fluente — francamente, não vejo nenhum motivo pra que este texto quase pós-adolescente seja acusado de "plágio", ou de "escrita fantasma", ops, de autoria de "escritor fantasma" —, mas, gente,  o que a gente sente logo nas primeiras páginas é a compaixão do coração do autor posto (posta) ali, sem nenhum constrangimento: um cara normal como qualquer um de nós mas que, claro, agora — 15 anos depois de o livro ter sido escrito e publicado, sem nenhum sucesso de vendas, aliás, em primeira edição — todo mundo já sabe, chegou mais longe do que qualquer um de nós ousaria sequer sonhar.&lt;br /&gt;Obama se sai bastante bem ao mostrar-se como um homem comum — o "everyman" de Michelle, ou, por falar nisso, de Joyce —, bem, vamos combinar que quando escreveu o livro ele era &lt;em&gt;meesmo&lt;/em&gt; um homem comum, com uma vida de muita (a, des)ventura e um sonho de justiça social ou dois. Depois eu conto mais.&lt;br /&gt;Mas, cá entre nós, o que me precipitou a escrever hoje mesmo, antes de chegar à página 100/520 (acreditem!) — tudo bem, sou sempre precipitada mesmo, ou vocês se lembram de já ter lido alguma resenha aqui no blog que tenha sido escrita depois de eu terminar o livro, hein? — não foi a pressa em provar que Alan e seus asseclas de direita estão completamente errados em suas diatribes anti-B.O. — isso contou, claro —, mas a emocionante &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/11/01/opinion/01dowd.html?_r=1" target="blank"&gt;crônica &lt;/a&gt;de Maureen Dowd neste domingo, desta vez sem nenhuma ironia pra atrapalhar (bem, só um pouquinho, quando fala de Bush).&lt;br /&gt;Pois prometo pra vocês: quando eu finalmente escrever a minha resenha definitiva sobre o livro de Obama, vou seguir mais uma vez o inspirador exemplo da minha musa maldita do NY Times. Ironia tem hora, e a hora não é essa. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('origenex')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-1880429325902072756?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/11/sonhar-e-bom-e-eu-gosto.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-2878942065537660831</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 17:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-01T11:12:02.984-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>diário da serra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>blogosfera</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>rio</category><title>Gulag no Rio</title><description>Todo mundo sabe que sou completamente contra Lula, sempre fui, mas, francamente, pegar pesado como fez Gerald Thomas no canto de cisne de seu &lt;a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/2009/10/26/carta-de-gt-a-woody-allen-por-favor-mr-allen-nao-filme-no-rio/" target="blank"&gt;blog defunto&lt;/a&gt;, enfiando Lula no saco malhado de Stalin e arranjando de repente pro nosso presidente um lugar de honra no panteão dos carniceiros... peraí. Assim também não. &lt;div id="gulagx" style="display:none"&gt;Espero, no entanto, que não tenha sido por este crasso motivo político que o blog de GT finalmente, depois de um mês agonizante, levou seu tiro de misericórdia: seria o Gulag, meus amigos, e isso eu não aceito, afinal de contas ainda acredito num Brasil onde a plena democracia resiste, apesar das circundantes forças em contrário.&lt;br /&gt;Nem compactuo com essa postura que a imprensa tem, ou pelo menos tem tido, de enxergar o Rio como um irremediável inferno perdido, onde um simples passeio no centro resulta em ataque, latrocínio ou morte certa, eu sei, ando por fora do Rio — melhor pra mim —, mas será que as coisas estão mesmo assim? Será que esse caso terrível de Evandro da Silva é tão simplesmente corrupto e burro quanto fazem parecer? Estará o Rio num caos tão dramático e insolúvel quanto um contundente Gerald Thomas, autoexilado há anos — cronicamente deprimido e agora demitido do cargo máximo de blogueiro remunerado —, quer nos convencer? &lt;br /&gt;Cala-te boca que não entendo nada disso, mas não consigo aceitar tampouco que nos meros 12 meses e pouco desde que me retirei voluntariamente da selva do Rio as coisas degringolaram tão gravemente ladeira abaixo, com o sério agravante do sonho olímpico (estúpido, para alguns) .&lt;br /&gt;O que sei, lendo o Globo de hoje por razões bem mais idílicas do que nega a ensanguentada manchete de primeiro caderno — uai, gente, quando foi mesmo que O Globo se transformou nessa triste imprensa marrom, hein? melhor dizendo, vermelha? (se espremer sai sangue, vocês se lembram dos jornais populares de antigamente) — é que o Rio e, tristemente, grande maioria dos que vivem nele, têm andado um bocado doentes, é, a doença da violência também contagia.&lt;br /&gt;Olhem em volta, salvem a pele, gente. Há vida agradável, produtiva e inteligente por fora dos anais anormais da truculência a que o alegado caos urbano têm nos obrigado, a mim não, eu, hein? Me salvei a tempo, pois é. Podem babar que eu mando aí enxugar. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('gulagx')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-2878942065537660831?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/10/gulag-no-rio.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-3656508066853016128</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 11:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-01T11:11:07.291-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><title>O joio do trigo no Kindle</title><description>&lt;a href="http://www.noga.blog.br/eglobo1.jpg" target="blank"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 400px;" src="http://www.noga.blog.br/uploaded_images/eglobo1-787934.jpg" border="0" alt="clique para ampliar" /&gt;&lt;/a&gt;— A senhora tem jornais aí? — escuto vindo lá de fora a voz do pintor que chega, de manhã bem cedo, para retoques na casa, enquanto Alan emerge sonado do quarto, ainda de robe e já rindo dos mais recentes desencontros que a tecnológica humanidade impõe a nosso dia-a-dia cada vez mais empobrecido (haja grana pra manter-se parte, não é?).&lt;br /&gt;— Agora imagine — ele adverte se divertindo — cobrir o chão da sala inteirinho com Kindles pra proteger a pedra verde dos pingos brancos de tinta...&lt;br /&gt;Isso, pra não mencionar que até na feira o jornal impresso já vem perdendo parte importante de seu uso: meu peixeiro de Itaipava, por exemplo, usa um papel finíssimo — de um lado seda, do outro uma versão suavizada de pardo rosado — para embrulhar seu peixe.&lt;br /&gt;Não foi ainda no leitor de ebooks da Amazon.com que li O Globo esta manhã, lá isso é verdade, ansiosa demais pra ver meu nome registrado na fila da frente dos brasileiros publicados no Kindle, eu e Machado, pois é, se andei sumida do blog por um ou dois dias — e do Facebook, e do Twitter, e até do Globo Online —, vocês já sabem por quê: é que eu estava desbravando corajosamente, exilada de tudo o mais na mesa do escritório do andar de cima (e arrancando, desesperada, os longos cabelos brancos, com tantos bugues de linguagem me atacando no preview da tela, sabe-se lá como e vindos de onde), a selva do formato no Amazon Kindle.&lt;div id="formavtdx" style="display:none"&gt;Mas estou chegando lá, isto é: entre tantas outras coisas — como, por exemplo, o excitante trabalho novo como editora do &lt;a href="http://www.amazon.com/s/qid=1256819873/ref=sr_gnr_aps?ie=UTF8&amp;search-alias=aps&amp;field-keywords=verdestrigos" target="blank"&gt;VerdesTrigos Digital &lt;/a&gt;—, muito em breve completarei meu longo ciclo de amor e ódio como leitora do Globo: fui assinante por anos da edição em papel, depois conformei-me (ui) com as manchetes online, pra terminar com final feliz como assinante no Kindle, taí, muito em breve tudo que vale a pena ler nessa nossa apressada vida conectada estará no Kindle — ao alcance de um clique, e, claro, de um bom débito em dólares no cartão de crédito (vocês sabem, tudo tem seu preço, e enquanto não chega a cesta chinesa de tarifas, todo preço ainda tem sua base em dólares americanos), quem sabe o Kindle salvará a economia? Hein? &lt;br /&gt;Pelo menos a minha espero que salve, já que estou correndo na frente, podem conferir desde já publicadas lá, sob o novíssimo VTD, as obras literárias classe A da familia Sklar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('formavtdx')" value=" +/- "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer publicar? Vem pro &lt;a href="mailto:vtd@noga.blog.br"&gt;VTD&lt;/a&gt; você também. Você não vai querer ficar de fora, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-3656508066853016128?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/10/o-joio-do-trigo-no-kindle.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-5956697689016572594</guid><pubDate>Mon, 26 Oct 2009 12:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T12:45:10.736-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>love songs</category><title>Qualquer maneira de amor vale amar</title><description>Acabo de ler no Globo, com alguns dias de atraso, a tristíssima &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/10/25/hoje-vi-uma-pessoa-boa-se-transformar-num-assassino-lamenta-pai-do-rapaz-viciado-em-drogas-que-enforcou-namorada-824949451.asp" target="blank"&gt;história&lt;/a&gt; do pai do rapaz viciado que num surto de crack, ou de álcool, ou de sei lá o quê, estrangulou a namorada que amava, é, gente, que estranha forma de amar, não é mesmo? &lt;div id="stranglex" style="display:none"&gt;E, no entanto, não me é estranha.&lt;br /&gt;Não li, é claro, os 354 comentários publicados, mas deu pra apreender o tom geral: procurar os culpados, culpar ou não de tantos graves desatinos o próprio drogado, ou a polícia, ou o estado, ou ainda o traficante procurado que a bem da verdade (e talvez sem saber), ao cometer seu crime, não negocia apenas drogas "recreativas", mas mortes e vidas e demais tormentos de quem muitas vezes nada tem  a ver com isso.&lt;br /&gt;Não pretendo aqui fazer apologia — todo mundo sabe que até certo ponto sou pela liberação total, vocês me entendem, que se mate quem quiser se matar, uai, até certo ponto ou total? confusa, não sei: mente de viciado não tem lei, e é aí que mora o verdadeiro risco de se contar com a total liberdade pessoal —, nem culpar esse ou aquele nem muito menos propor qualquer mudança judicial, mas ampliar essa arena fatal pra incluir um aspecto bem menos debatido desse imenso problema  que temos em mãos e que, como um câncer moral, não para de crescer e de se intrincar. &lt;br /&gt;Pretendo, isso sim, aliar às ilegais o enorme e mal divulgado perigo mortal daquelas primas ricas, as que só vestem grifes bem conhecidas, sabem como é, disfarçando de "fino estilo" o pérfido vício intrínseco que lhes come por dentro: as drogas legais, livremente fabricadas e vendidas pelo sistema médico banal, negociadas com lucro na bolsa risível dos novos valores sociais.&lt;br /&gt;Exagero? Creio que não.&lt;br /&gt;O mais do que comum abuso de dosagem desses terríveis remédios cerebrais causa mais danos às famílias e aos casais do que sonha vossa vã ilusão de eficiência da medicina, eu disse remédio? Remendo: arremedo emocional. Dá medo a causa vendida de nossa moderna psiquiatria, eu sei, tenho passado por isso, melhor, tenho sofrido: se até ontem eu apenas desconfiava dos sérios motivos por trás das crises violentas que enfrento em casa, hoje tenho certeza que vão e vêm, como maré de pensamento, ao sabor do consumo rotineiro — e completamente legal, repito, não só recomendado, como largamente estimulado por médicos graduados —, de prosaicas pílulas para dormir. &lt;br /&gt;E agora que a coisa (por esta vez) passou, eu talvez devesse me calar, aproveitar o tranquilo, doce e amoroso — e, por que não dizer, sexualmente caloroso — intervalo entre as jamais discutidas visitas ao doutor e o inevitável próximo round medicado. Mas não consigo. &lt;br /&gt;Porque a minha mente, meus amigos, sendo careta e razoavelmente estável (apesar de sujeita às intensas flutuações de artista), desconhece o ritmo químico deste insano vai-e-vem de mal compreendida interferência psíquica — disponível desde sempre nos melhores e mais lucrativos laboratórios do ramo —, e vive eternamente a insegurança maldita que tal receita de vida nos prescreve nessa vil rotina médica de hoje em dia, onde pra cada mal moral que nos aflige há uma droga infalível que nos (des)governa.&lt;br /&gt;O que fazer, me digam: conformar-se ou fugir?&lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('stranglex')" value=" +/- "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no Globo online, &lt;a href="http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2009/10/26/de-drogas-ilicitas-drogas-cerebrais-894599503.asp" target="blank"&gt;confira&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-5956697689016572594?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/10/qualquer-maneira-de-amor-vale-amar.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-9095499565815530772</guid><pubDate>Sun, 25 Oct 2009 10:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-26T19:51:27.835-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><title>The Kindle experience</title><description>&lt;a href="http://www.noga.blog.br/uploaded_images/papiro-721061.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 400px;" src="http://www.noga.blog.br/uploaded_images/papiro-721059.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Neil Armstrong, primeiro astronauta [americano, claro] a pisar na Lua&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora assim pareça, ainda não sou eu pondo as mãos e os olhos gulosos de consumidora no mais novo e cobiçado brinquedinho eletrônico da praça, não, gente. Mesmo assim, já vou cuidando de aprimorar a incrível experiência pra você, leitor afortunado, que já tem o seu: sexta-feira à noite foi celebrada a parceria entre esta autora e o competentíssimo Portal Verdes Trigos para a edição de títulos brasileiros no Kindle, você sabia? Que apesar de estar sendo vendido para o mundo inteiro e o Brasil incluído, o Kindle somente oferece três livros em português? Dois deles de Machado de Assis, e em cópia aparentemente pirata? (ou seria de domínio público? hein? cala-te boca.)&lt;br /&gt;Bom. Quero dizer. Oferecia. Até na última sexta à noite, já que a partir daquele solene momento os quatro títulos desta que vos fala já estão à venda lá, sob o &lt;a href="http://www.verdestrigos.org/wordpress/?p=1446" target="blank"&gt;selo VerdesTrigos&lt;/a&gt;, marcando território intelectual para as nossas letras: um pequeno passo para Noga Sklar, um salto gigantesco para a literatura brasileira, já pensaram nisso? &lt;div id="kindlex" style="display:none"&gt;Livros em português para o mundo inteiro à distância de um clique? (alô, editores, tradutores, leitores estrangeiros, raros versados na bela e tão vilipendiada língua portuguesa, olhem o Brasil produzindo aqui, ó)&lt;br /&gt;E por falar em quatro, sim, é isso mesmo: timidamente, sem nenhum estardalhaço por enquanto e meio assim, digamos, em formato de testes, dou meu ousado primeiro passo (crucial pra me libertar da ditadura de capa e tinta com seus cheiros e toques e possíveis riscos de degradação física [do livro] e mental [do autor mais ansioso], além de, vocês sabem, depredar por pura ambição de papel a preciosa natureza) e publico, direto ao público no Kindle — sem meios ou fins  de dolorido e tortuoso acesso que me impeçam, daqui por diante, o acesso direto a quem quiser me ler —, meu mais novo livro de crônicas, &lt;a href="http://www.amazon.com/Luau-Americano-Portuguese-Edition-ebook/dp/B002TG4OEG/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=digital-text&amp;qid=1256471389&amp;sr=1-1" target="blank"&gt;"Luau Americano"&lt;/a&gt;, pode clicar pra ver.&lt;br /&gt;Sei que, por enquanto, essa coisa de Kindle Editions ainda está engatinhando, em outras línguas, claro, já que em inglês são mais de 350 mil títulos à venda e alguns milhões de Kindles já vendidos, mas me acreditem, estamos chegando lá, escritores, editores e leitores — e eu entre eles em todas as posições possíveis desse excitante jogo literário, ah, tudo bem: somos poucos por enquanto, mas o importante nisso é estar presente desde o início, é ou não é?&lt;br /&gt;Não estou querendo dizer com isso que a criação do Kindle equivale à conquista da Lua nem nada, claro que não, gente: vai ser muito mais importante para a história da humanidade — e põe romance nisso —, como tem sido até hoje a tecnologia da informática. Acredito mesmo que entramos realmente na Nova Era dos Livros, uma mudança tão marcante quanto partir pra prensa mecânica vindo do papiro manuscrito, vocês se lembram: aquele de cujas fibras os egípcios faziam livro e que hoje em dia não passa de planta ornamental doméstica, como no espelho d'água aqui de casa, por exemplo, se é que vocês me entendem. Tenho certeza que sim. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('kindlex')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-9095499565815530772?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/10/kindle-experience.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-1109685805513181237</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2009 12:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-25T11:34:35.757-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>rio 2016</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>midia</category><title>O elefante acorrentado</title><description>Não sei porque os recentes acontecimentos violentos aí no Rio — convenientemente ampliados pela mídia não mais local, mas agora, vergonha!, tristeza!, &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/10/21/world/americas/21rio.html?emc=eta1" target="blank"&gt;plenamente internacional&lt;/a&gt; — têm me lembrado aquele fábula do elefante acorrentado, vocês sabem qual: tinha um elefantinho crescendo preso a uma corrente levinha desde a mais tenra idade, o paquidérmico corpinho crescendo e a corrente onipresente, limitando o tempo todo o movimento àquele círculo restrito tendo a corrente como raio; pois estando o elefante já adulto, nem percebia que a corrente jamais resistiria a um leve puxão de sua parte: nesse ponto já era tarde, o nosso bicho, não importa quão forte estivesse, para sempre convencido de que jamais se libertaria do seu destino traçado, sabem como é. &lt;div id="elephax" style="display:none"&gt;A corrente se instalara para sempre, invencível e virtualmente, no corpo do acorrentado.&lt;br /&gt;No caso do Rio, vocês sabem, a recente vitória na disputa pelas Olimpíadas tem funcionado como um tremendo foco de luz sobre o nosso quartinho do castigo, e o elefante que todos sabemos viver dentro dele — e que de cor-de-rosa, vamos combinar, não tem nada — não poderia passar despercebido, bem ao contrário: tem andado um bocado nervoso aparentemente, dando coices e cabeçadas a torto e a direito e provocando a sempre adiada reação forçada de um poder mal treinado (e mal pago, e mal equipado, e nada respeitado, inconsciente da autoridade inerente, o exato contrário do que se esperaria de um domador de elefantes mais experiente). Nosso animal indomado, mais esperto que seu antagonista humano (que se esqueceu de lhe colocar a tempo a domesticadora corrente), fingiu restringir-se a crescer no espaço que lhe foi dado para fortalecer-se discretamente, se preparando sem meias medidas para aventurar-se violentamente (e por cima de nossas frágeis e ingênuas cabecinhas, é claro).&lt;br /&gt;Deu no que deu: o elefante está aí, livre e à solta em nossas moradas vulneráveis, e já não há como ignorá-lo, é tarde demais para domá-lo infelizmente. Pra dizer a verdade não está mais só, e não só cresceu o suficiente, como procriou: virou manada inclemente. &lt;br /&gt;Resta apenas agora, contra tantas promessas frustradas de um controle mais civilizado — da espécie impune e malhada do crime, uma peste urbana, que fique bem claro —, o recurso até hoje evitado do dardo mortal envenenado.&lt;br /&gt;É guerra, senhores. Mas cumpre lembrar que a saída existe, já que nossa polícia — temporariamente, espero — se deixou enganar duplamente pelo boato da corrente: se por um lado corrente alguma tem parecido suficiente para controlar a elefantina tendência do crime à (organizada?) violência, na verdade nada há que, se houver vontade, possa evitar que ela se arrebente — nada segura uma polícia eficiente.&lt;br /&gt;Coragem aí, cariocas. A quem foi pego no front aconselho que lute sem esmorecimento, até a vitória final que o nosso Rio tanto aguarda e merece.&lt;br /&gt;Agora, cá entre nós, quem sou eu pra pregar alguma coisa? Se desertei do campo de batalha, é claro, muito antes do eclodir esperado dessa gravíssima pendenga — hum, palavra tão feia quanto o perigo que ela prega —, terei sido covarde ou mais sabida? &lt;br /&gt;Não sei. O que sei é que o Rio é bem maior do que a rara possibilidade de exílio de uns poucos aventureiros mais felizes, ou audazes, ou, no fim das contas, mais desprezíveis que nossos bravos kamikazes. &lt;br /&gt;Triste ou não, o Rio precisa como nunca de cada um de seus batalhadores incansáveis, dinheiro e energia à vontade pra todos vocês que ainda resistem aí, viu, gente?&lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('elephax')" value=" +/- "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Globo Online, &lt;a href="http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2009/10/22/rio-o-elefante-acorrentado-773701321.asp" target="blank"&gt;confira&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-1109685805513181237?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/10/o-elefante-acorrentado.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-5819219755793565792</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 12:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-22T12:48:13.183-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>love songs</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>diário da serra</category><title>Bodas de inseto</title><description>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Bees do it, Even educated fleas do it, Let’s do it, let’s fall in love&lt;br /&gt;[As abelhas fazem, Até mesmo as pulgas amestradas fazem, Vem também, meu bem, vamos nos apaixonar]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Cole Porter&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou poupar-lhes o grotesco da foto, agradeçam, e incendiar-lhes a imaginação com meus superexplícitos relatos sexuais entomológicos, pasmem: é a temporada de cio dos... insetos, aqui na serra, pelo menos.&lt;br /&gt;Vocês eu não sei, mas eu, confesso, nunca tinha visto tal coisa. No máximo pares agarrados de libélulas em St Augustine há quase cinco anos, na primavera da Florida, mas, gente, do jeito que está rolando aqui em casa nestes últimos dias é mesmo de invejar, ou, pra quem não está amando, vocês sabem, de incomodar, pô: &lt;em&gt;get a room&lt;/em&gt;! &lt;div id="insetox" style="display:none"&gt;Eu tinha visto até ontem um ou dois casais transando, mas assim, por toda parte? No vidro, no teto, no chão, na parede, na grama, lembra aquele romântico fogo nosso de outros tempos, meu querido, na mesa, na pia, na escada, na cama, sabem como é, inseto também é gente.&lt;br /&gt;Mas como gente não é inseto, a não ser, claro, com nem tão raras exceções, descubro que o sexo, pra ser realmente intenso e quente, não precisa ser assim tão frequente: aquele infinito tesão de fantasia, de gente agarrada com gente, apaixonada por anos a fio (gente não tem temporada de cio, ou será que tem?), de verdade, não sei se existe. Quando eu era carente, e caí de boca e mente numa esparrela dessas, mil trepadas contadas em exíguos seis meses de caso amoroso inclemente, confesso que gostei (ah, sim, vocês pensaram que eu ia dizer: "gozei", bem, isso também). A não ser, é claro, da constante aflição do desperdício do raro capital do tesão explícito, uau, aproveita enquanto tem, Alan sempre diz, nada dura para sempre, ou melhor, nada é duro para sempre, ui, será que inseto também se preocupa com isso?&lt;br /&gt;Não creio. Como tampouco creria se alguém me dissesse que por algum tempo, em uns poucos dias ensolarados de outubro, milhares de insetos agarrados aos pares passariam dias e dias fazendo sexo, voando, pousando e comendo agarrados sempre, haja tesão, haja cio, haja natureza. Que beleza. Vai que a coisa nos inspira, nos ajuda a alcançar entre tapas e beijos nossas próprias (e tão próximas que até dá pena) bodas de mosca, ops, de pérola: para lá de críticos cinco anos, amor moderno de internet, estou rezando, para sempre zoando, amém. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('insetox')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-5819219755793565792?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/10/bodas-de-inseto.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-15490609.post-7273800963236492248</guid><pubDate>Mon, 19 Oct 2009 11:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-25T11:14:22.130-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>literatura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>kindle</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>midia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>tecnologia</category><title>Abaixo as ditaduras(o livro no poder)</title><description>&lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0015T963C/ref=ms_sbrspot_0?pf_rd_p=494978271&amp;pf_rd_s=center-1&amp;pf_rd_t=101&amp;pf_rd_i=507846&amp;pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_r=0J6MR0R3JGHBQQ5MAR3V" target="blank"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 266px;" src="http://www.noga.blog.br/uploaded_images/kindle-741710.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Todos os começos são difíceis.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Talmud... e Isaac Bashevis Singer&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega até mal nas circunstâncias atuais começar qualquer texto, mais ainda uma crônica de blog, com uma citação do camarada Mao, mas lá vai: "O poder flui do hábil manejo da pena, não apenas da arma."&lt;br /&gt;A China, como vocês sabem, foi &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/10/19/world/asia/19books.html?_r=1&amp;hp" target="blank"&gt;a convidada de honra &lt;/a&gt;da Feira de Frankfurt que se encerrou ontem, uma homenagem cultural oportuna que terminou controversa, afinal de contas, toda exposição global é inimiga do controle local, e quanto mais ampla mais mortal: pode-se até enganar muita gente por algum tempo, e pouca gente por muito tempo, mas é impossível enganar todo mundo o tempo todo. E um milhão de pessoas chamando um cavalo de vaca não faz do cavalo uma vaca, a não ser temporariamente, e numa língua que pouca gente entende, sabem como é. &lt;div id="ditadurox" style="display:none"&gt;Taí: abrir-se para o mundo tem lá suas vantagens, mas também seus perigos, e se a China pretende dominar o mundo, paradoxalmente, terá de abrir mão de seus delírios autoritários caseiros, porque o mundo conectado, cá entre nós, não aceita mais ser dominado, a não ser, é claro, pela cruel ditadura do mercado, pelo vício insidioso do comércio livremente divulgado.&lt;br /&gt;Pois lendo sobre as dores de uma China que não se constrange (mas certamente é constrangida) ao exibir-se, ocultando do público as feridas civis malcuradas (ou pensando equivocadamente ser capaz de ocultá-las), foi que percebi, com mais clareza ainda, o roteiro que a paz percorrerá para infiltrar-se, sem mais hesitações, numa sociedade onde a informação vem progressivamente tentando ser livre: e será através do livro, meus amigos. De um tipo novo de livro, claro, uma tela desplugada e nua  onde cada palavra redigida, em qualquer canto obscuro da Terra, estará disponível e traduzida instantaneamente em qualquer idioma, se adaptando a qualquer cultura, em questão de segundos, pois é, ainda sigo sonhando.&lt;br /&gt;E embora tal ampla liberdade para escrever, publicar e ser lida ainda esteja, claro, longe o bastante de um presente banal — ou quem sabe, por outro lado, à surpreendente distância de apenas um clique, dispensando papel, intermediário e serviços de correio —, embora estejamos apartados por meros truques alfandegários ainda em mãos de uns poucos estados sectários, o primeiro passo, meus amigos, já foi dado, e vocês sabem, é o mais complicado. Tudo o mais será inevitável, e as ditaduras que controlam (ou que pensam poder controlar) quais palavras devem ser publicadas, ou não, estão com seus dias contados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Calma, gente. Estou falando do kindle, claro, o primeiro de uma série incontrolável de leitores online a tornar-se eletrodomesticado, mesmo que por enquanto monopolizado pela internacional ousadia sem fio da Amazonpontocom.&lt;br /&gt;Pois escrevam aí o que eu digo: dentro de alguns poucos, não sei bem quantos anos, o Nobel da Paz não irá contemplar nenhum político de tribuna. Vai ser concedido a Jeff Bezos, recriador global da democracia da leitura. Com o compromisso de entender melhor de quanta liberdade escrita é feito o prazer da literatura. &lt;/div&gt;&lt;input type="button" class="button" onclick="return toggleMe('ditadurox')" value=" +/- "&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15490609-7273800963236492248?l=www.noga.blog.br%2Findex.htm' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.noga.blog.br/2009/10/abaixo-as-ditaduras-o-livro-no-poder.htm</link><author>noreply@blogger.com (Noga Sklar)</author></item></channel></rss>