Noga Lubicz Sklar - autora

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O gozo do Bloomsday

noite de autógrafos de O gozo de Ulysses

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James Joyce, um “coletor de injustiças”, incompreendido e subestimado num sentido bem ao contrário do senso comum desta última palavra, recebe uma homenagem incomum: um livro sobre a leitura de Ulysses.
Nas páginas iniciais de sua obra a autora Noga Lubicz Sklar confessa ter hesitado, como tantos, em mergulhar naquele que é considerado o melhor romance do século 20 ou, de acordo com a autora, de todos os séculos passados e vindouros. Hesitou para, enfim, se render, se entregar, “mastigar e deglutir”, as muitas delícias do texto original de Joyce, para devolvê-lo ao leitor como ele realmente é: divertido, instigante e indispensável.
“Eu tencionava encerrar a saga do livro com uma bela e impressionante participação de inigualável brilhantismo intelectual no Bloomsday e, pelo menos disso, acabo de desistir: faltam 77 dias para o próximo 16 de junho, e gente, é tempo demais pra esperar sentada”, escreve uma impaciente Noga Sklar, na crônica “77 dias” de seu novo livro, “O Gozo de Ulysses: As múltiplas línguas de James Joyce”.
Mas, como afirma a editora da Ibis Libris, Thereza Christina Rocque da Motta, cada livro escreve sua própria história, independente do desejo de seu autor, e é justamente num Bloomsday — na terça-feira, 16/06 —, um ano depois, que “O Gozo de Ulysses”, irônico diálogo literário entre a apaixonada cronista brasileira e o genial — e frequentemente incompreendido — autor irlandês, faz seu pouso no mercado.
Segundo Arthur Dapieve, que assina a orelha do livro, Noga evidencia, em seu texto incomum — espécie de “diário de bordo de Ulysses”, entre metido e erudito —, uma saudável mistura de insolência e coragem, “como se, daqui do século XXI, mandasse e-mails para o maior mito literário do século XX, fiel ao espírito daquele velho safado”.
Sem se preocupar com o gordo catálogo de regras acadêmicas que costuma assustar os que se aproximam de Joyce, Noga ousou não apenas lê-lo, ou escrever sobre ele, como arrogar-se uma intimidade intensa ao compreendê-lo como igual, parceira dedicada de vício e ofício, percebendo-lhe as intenções subjacentes com uma energia capaz de transcender até mesmo a barreira da morte. E de não se intimidar frente à celebridade do companheiro.
Noga vai além: pressente a presença de Joyce em tudo, no cotidiano familiar, no prazeroso e penoso dia-a-dia de um Rio de Janeiro apreciado e, ao mesmo tempo, hostil, onde é hóspede temporária e do qual sonha, como Leopold Bloom, escapar em breve para uma “casa no campo”.

Lançamento - Bloomsday:
Terça-feira, 16 de junho, 19h, na Livraria DaConde, Rua Conde de Bernadotte, 26 lj. 125, Leblon.
Lançamento durante a Ponte de Versos em homenagem a James Joyce com a participação de Tanussi Cardoso, Pedro Lage, Tavinho Paes, Cristina Terra, Juliana Hollanda, Rosália Milsztajn e Jorge Ventura.
Sobre a autora: Noga Lubicz Sklar graduou-se como arquiteta e foi designer de joias, móveis e objetos. Desde 2004 se dedica à literatura e escreve no Noga Bloga, seu blog de crônicas atualizado diariamente – http://www.noga.blog.br. “O Gozo de Ulysses” é seu terceiro livro publicado.
O livro: 200 p. – 23 cm – Ibis Libris – ISBN 978-85-7823-034-0 – R$ 40,00

Assessoria de imprensa:
Claudia Abreu Campos – claudia@usinadacomunicacao.com.br
21 93257040 | 21 7861-5645 | 83*61389

O Gozo de Ulysses - As múltiplas línguas de James Joyce


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A autora

Noga Lubicz Sklar é escritora. Graduou-se como arquiteta e foi designer de jóias, móveis e objetos; desde 2004 se dedica exclusivamente à literatura. Visite o blog Noga Bloga.


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fotos Alda Salles - crédito obrigatório.

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