Noga Bloga: a crônica cotidiana de Noga Sklar

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Disclaimer: as crônicas do Noga Bloga cultivam o gênero contemporâneo de literatura intitulado "ficção autobiográfica". Tudo que escrevo a respeito de mim mesma é a mais pura verdade ou, pelo menos, a minha visão particular dela. Todos os demais personagens podem ou não ser reais, primando sempre, no entanto, pelo absoluto exagero. Se você acredita ter identificado alguém no texto além de eu mesma, pode ter certeza de que não passa de engano de sua parte. Qualquer disposição em contrário, eu nego sempre. Leia por sua própria conta e risco e... divirta-se.
Frase do dia:
‎"Não há mesmo por que banir a subjetividade da escrita, já que a terceira pessoa e sua pretensão à neutralidade e à acuidade não são, em si, garantia de absolutamente nada."
Paulo Roberto Pires, para a Folha de São Paulo





A besteira (inter)nacional

Pra quem pensa que (por obra das Olimpíadas) estamos finalmente rompendo a maldita barreira da bananeira e nos instalando de mala e cuia no Primeiro Mundo do Consumo de Mídia, recomendo cautela, vejam: na semana passada, Oprah Winfrey revelou ao mundo, escandalizada, que foi preciso pagar uma taxa para que sua equipe filmasse numa favela do Rio. Agora, imaginem, que notícias do Brasil são veiculadas para o mundo? O Real forte? A Bovespa pujante? A vibrante democracia?
Qual o quê. Logo vou quebrar seu prato, suas expectativas nacionais mais positivas: está no "Top Ten" da Reuters hoje, meus amigos, sob o rótulo "manchetes suficientemente esquisitas", a instigante notícia da aluna universitária expulsa e agora readmitida pelo comprimento de sua saia, podem conferir.
Vergonha, Brasil. É. Apagão perde.

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