Noga Bloga: a crônica cotidiana de Noga Sklar

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Disclaimer: as crônicas do Noga Bloga cultivam o gênero contemporâneo de literatura intitulado "ficção autobiográfica". Tudo que escrevo a respeito de mim mesma é a mais pura verdade ou, pelo menos, a minha visão particular dela. Todos os demais personagens podem ou não ser reais, primando sempre, no entanto, pelo absoluto exagero. Se você acredita ter identificado alguém no texto além de eu mesma, pode ter certeza de que não passa de engano de sua parte. Qualquer disposição em contrário, eu nego sempre. Leia por sua própria conta e risco e... divirta-se.
Frase do dia:
‎"Não há mesmo por que banir a subjetividade da escrita, já que a terceira pessoa e sua pretensão à neutralidade e à acuidade não são, em si, garantia de absolutamente nada."
Paulo Roberto Pires, para a Folha de São Paulo





O preço da fama

Começou. Acabo de ver na Fox News uma coisa tão esquisita, mas tão esquisita, que me fez levantar da cama, deixar de lado o livro que estava lendo (e, milagre: gostando!), acender a luz, subir a escada, abrir a janela do escritório (tá quente aqui) e escrever alguma coisa, um espanto, gente: sob o pretexto de uma reportagem sobre a necessidade de carros blindados no Rio, o vídeo mostra um Rio de Janeiro que até eu desconheço e que, segundo eles, tem a taxa de violência mais alta do mundo, com soldados armados no meio da rua tipo assim um Haiti da vida, sabem como é, uma mulher pagando a passagem do ônibus e atravessando a rua sob pesado tiroteio como se, e o repórter confirma, estivesse a vida inteira acostumada a isso.
Mais estranho ainda: dois "cariocas" com nomes bem brasileiros relatando casos horrendos de sequestro e assalto no mais puro inglês sem nenhum sotaque ou hesitação, ei, peraí, que cidade é essa mesmo? Hein?
Ah, essa Fox News. Ainda morro disso.

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