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Disclaimer: as crônicas do Noga Bloga cultivam o gênero contemporâneo de literatura intitulado "ficção autobiográfica". Tudo que escrevo a respeito de mim mesma é a mais pura verdade ou, pelo menos, a minha visão particular dela. Todos os demais personagens podem ou não ser reais, primando sempre, no entanto, pelo absoluto exagero. Se você acredita ter identificado alguém no texto além de eu mesma, pode ter certeza de que não passa de engano de sua parte. Qualquer disposição em contrário, eu nego sempre. Leia por sua própria conta e risco e... divirta-se.
Frase do dia:
"Em termos de inteligência ecológica, a grande ideia é a transparência radical."
Daniel Goleman





No Prosa




Caro Mansur,
Obrigada por me descabaçar no leito da resenha. Até que nem doeu. Lá entre seus altos e baixos, acredito que o resultado tenha sido, digamos, da metade para cima, mais mental que visceral. Com os "diálogos por sinal muito bem escritos", confesso: gozei. Pelo tédio sexual que te causou, peço desculpas. E tomo a liberdade de não concordar com o mencionado: há mais vibrantes e menos clichês. Mereço aqui talvez certa indulgência, e quem sabe, um toque final de editor. Devido à aura quase sempre obscura, que cerca na cultura o sexo falado, a riqueza de termos se restringe. Transmitir no traço da letra tesão e emoção é um desafio e tanto, à altura da vulva inchada, do bico teso, do pau pulsando na cona. E pulsa mesmo, sentada em frente à tela. O que te asseguro é que o climax veio. E para o leitor - esse voyeur -, quem sabe lhe venha igual... Pois diferente do que se afirmou, não é realista o tal virtual: é real mesmo. Citando Capote: um romance de não-ficção. Quanto à sua sugestão de estender o final, discuto: o encontro curto, intenso e vago, foi mais do que ponderada opção. Do ensaio original guardei a sobra, reservada, é claro, para o "Hierosgamos 2 - A vitória" (risos). Porque este aqui, como a resenha (por sinal, muito bem) apontou, trata da expectativa, do durante. Não do depois. No que se refere à mãe "impulsiva", cumpre, por algum respeito, esclarecer: demente. Muito doente, grande pena.
Faltou ressaltar, do texto, o convite explícito à poesia, uma visão, quem sabe, mais própria à fêmea... e o humor, meu caro, a ironia... um pouco confusa... devido às circunstâncias do encontro amoroso profundo (duplo sentido sim, por favor).
No mais, fiquei feliz. Mais uma vez, obrigada, e me perdoe a redundância: vai daí algo de estilo... Ou não?
Grande abraço/ Noga Lubicz Sklar

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