Noga Bloga: a crônica cotidiana de Noga Sklar

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Disclaimer: as crônicas do Noga Bloga cultivam o gênero contemporâneo de literatura intitulado "ficção autobiográfica". Tudo que escrevo a respeito de mim mesma é a mais pura verdade ou, pelo menos, a minha visão particular dela. Todos os demais personagens podem ou não ser reais, primando sempre, no entanto, pelo absoluto exagero. Se você acredita ter identificado alguém no texto além de eu mesma, pode ter certeza de que não passa de engano de sua parte. Qualquer disposição em contrário, eu nego sempre. Leia por sua própria conta e risco e... divirta-se.
Frase do dia:
‎"Não há mesmo por que banir a subjetividade da escrita, já que a terceira pessoa e sua pretensão à neutralidade e à acuidade não são, em si, garantia de absolutamente nada."
Paulo Roberto Pires, para a Folha de São Paulo





videos de sexo explicito para assistir na internet %c3%a9 %c3%a9 e matar meu tes%c3%a3o

É tão feio que parece vírus, mas gente, é verdade. Esse aí foi um dos strings de busca que apareceu na pesquisa do meu site. E me remete ao assunto de hoje, um que pesquei como mais significativo no meio das páginas e páginas de políticos se degladiando por carniça.
O tema se refere ao espaço ocupado na internet pelos adeptos do mal: comunidades no orkut, vídeos no YouTube etc etc dedicados à apologia do crime, do vício, do desamor e dos maus costumes. Censura neles, só cortando, certo? Não concordo. Deixa o povo falar doa a quem doer, principalmente porque, nessa era tecnológica, quando você poda aqui a coisa brota multiplicada lá. Tem sempre alguém arranjando uma saída pra aparecer, uma técnica nova de hacking. Qual seria, então, a solução? O único jeito que eu vejo é a maioria silenciosa botar a boca no mundo. Aquele pessoalzinho que vai tocando a vida, tratando todo mundo bem, amando a família e os filhos, praticando um consumo moderado, honesto. Vocês acham que esse pessoal não existe? Pois sim. Estão por aí confiando no laissez-faire, mas como a coisa tá ficando preta o jeito é reagir.
Tem muito mais gente que é do bem. Uma turma que acha que o tempo dá jeito em tudo, mas que anda precisando de tomar posição. O abismo entre o "bem" e o "mal" está se aprofundando e daqui a pouco os dois vão cair lá dentro, porque o espírito do homem está bem além.
E voltando ao título: por que alguém haveria de querer matar o tesão? Não seria melhor satisfazer? Uma questão semântica, babaca, e, no entanto, sintomática. Esse gosto pelo imediatismo, pelo "acabar logo com isso" vai acabar é com a gente. Essa linguagem combativa, de ódio - onde só caberia amor, como por exemplo, no sexo - é o que permite que o mal se multiplique, dando a impressão, felizmente falsa, de que está ganhando a guerra. Que guerra? Eu não estou em guerra nenhuma. Só tô mexendo os meus pauzinhos pra que o espaço público da verdade aumente, e a internet é o terreno ideal pra isso. Lê quem quer e participa quem tem vontade, vontade própria, de preferência. Não manipulada. Talvez desse jeito a gente consiga que, contrariando as expectativas, dentro em breve estejam explícitos a verdade e o amor, e o string de busca passe a ser: momentos de amor explícito na internet para alimentar o meu tesão. De viver, de estar viva. Uma posição que, não parece, mas vai ganhando adeptos. Quer ver?
Tem um filme sobre o assunto rolando no Fest-Rio, e fui à tela grande pra ver: Little Miss Sunshine. Uma discussão crítica e bem humorada dessa realidade limitada em que a gente vive, oscilando entre "ganhadores" e "perdedores". Ora. Sabemos. Perda e ganho não passam de momentos na vida de qualquer um, e nessa selva de intenções só mesmo o amor sai vencedor. Uma coisa forte que resiste, por baixo da cobertura falsificada da boa aparência... e do sucesso explícito. Eu recomendo.
***


E por falar em sexo explícito, internet, literatura, amor e tesão tudo isso junto, um trecho do meu romance Hierosgamos, publicado pela Giz Editorial em 2007:

"...por dentre as dobras de pele o meu pau duro te toca, totalmente desperto... teso dentro de ti, a carne túmida de sangue... latejando ao ritmo do pulso... meu... teu... paro o tempo, todo o movimento... você prenha de mim e eu teso, cara Noga, teso... me deixa gozar, sentir-te latejar, a semente em ti escorrendo úmida, dá pra sentir? teso e molhado, o peito acelerado? e tua vulva? rubra? intumescida?"

Nas livrarias e na internet, para download. Confira o vídeo. Experimente.

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